Tradição e experiência impulsionam Rodrigo Santos e Roque Echel no Gaúcho de Endurance 2026

Experiência nas pistas e gosto pelas corridas de longa duração aproximam Rodrigo Santos e Roque Echel em mais uma temporada do Campeonato Gaúcho de Endurance. Pela equipe Metalmoro, a dupla compete com o protótipo MR1 #101, da classe GT2, e leva para a categoria trajetórias construídas ao longo de décadas no automobilismo.

Santos, empresário e sócio da Piquet Kart, tem uma carreira consolidada no automobilismo brasileiro. Com início no kart F4, ele iniciou no Endurance em 2013, passando por categorias como o F500 e posteriormente modelos da própria Metalmoro. Ao longo dos anos, acumulou experiências também fora das competições, sendo piloto oficial do safety car da Stock Car entre 2011 e 2023, da Copa Truck desde 2017 e da Nascar Brasil, além de atuar como piloto do medical car no GP do Brasil de Fórmula 1 entre 2013 e 2021 e instrutor da Mercedes-AMG.

Bicampeão gaúcho de Endurance em 2024 e 2025, Santos destaca sua preferência por corridas de longa duração. “Gosto muito das provas longas por conta das estratégias e dos tempos de corrida”, explica. Para ele, o campeonato estadual também se consolida como uma alternativa atrativa: “O Gaúcho de Endurance é uma ótima opção de custo-benefício aos pilotos”.

Ao lado dele está Roque Echel, que carrega uma trajetória extensa e marcada pelo esporte em diferentes modalidades. Envolvido com o automobilismo desde a década de 1970, influenciado pelos irmãos que competiam na época, Roque passou por kart, rally e motociclismo antes de se dedicar também ao triathlon, modalidade em que participou de provas de alto rendimento, incluindo Ironmans e competições mundiais.

Após um longo período afastado das pistas, retornou ao automobilismo em 2023 e, desde então, voltou a competir no Endurance, onde encontrou identificação imediata. “Sempre gostei de endurance, tanto no triathlon quanto no automobilismo”, afirma.

A dupla ressalta um dos pontos fortes do automobilismo no RS: a diversidade de pistas. Para Rodrigo, o Rio Grande do Sul oferece “ótimas opções de autódromos, com traçados seletivos e custos acessíveis para treinos”. Já Roque vê essa variedade como um diferencial técnico. “As pistas qualificam e diferenciam os pilotos”, diz. 

Competindo com o protótipo MR1 #101, carro com chassi tubular, carroceria em fibra, câmbio Sadev e motor Duratec com preparação MotorTech, os pilotos também destacam o prazer de guiar o equipamento. “É maravilhoso pilotar o MR1, diversão pura. A Metalmoro sabe fazer carros”, comenta Roque, que também aponta a necessidade de evolução: “Precisamos aumentar a potência para ficarmos mais competitivos”.

Além do MR1, Santos também teve papel importante no desenvolvimento do Vettore, projeto que lhe rendeu títulos recentes. “É muito prazeroso desenvolver o carro e colher os resultados, como o bicampeonato (categoria P4 - 2024/25)”, afirma.

Com objetivos claros para o futuro, Roque ainda projeta novos desafios dentro da categoria. “Pretendo ainda chegar à pilotar um carro da P1”, revela.

Entre conquistas e superações, a dupla segue acelerando no Gaúcho de Endurance, reforçando o espírito da categoria: competitividade, estratégia e, acima de tudo, paixão pelas corridas. A segunda etapa da categoria acontece em Santa Cruz do Sul, nos dias 8 e 9 de maio e contará com a presença de ambos os pilotos. 

Por Éllen Pereira/Redação Curva do S | Fotos: @fabiolealfotos/Assessoria de Comunicação do Campeonato Gaúcho de Endurance

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